10.000 A.C.: nada mais do que uma Sessão da Tarde
17 03 2008

Por Adriana Dutra
O filme 10.000 A.C. se passa em
época medieval, onde ainda existem animais
pré-históricos como mamutes e tigres dente-de-sabre,
alem de galinhas gigantes (A existência real delas em
épocas pré-históricas nunca foi citada ou
comprovada por paleontólogos ou cientistas). O longa conta a
história de tribos de bárbaros que são
atacadas por uma seita cruel que, quando não mata, escraviza
as pessoas para trabalhar na construção de
pirâmides. Nessa edificação mora o líder
dessa seita que é idolatrado por seus seguidores que
acreditam que ele possui poderes sobrenaturais e o denominam uma
“entidade viva”.
O filme em sua maior parte é cansativo, as cenas de ação ocupam a menor parte dos 109 minutos de duração do longa. Os diálogos entre os personagens são demasiados, além de utilizarem palavras “modernas” demais para a época vivida na trama.
Os cenários mudam bruscamente enquanto os bárbaros vão resgatar seus familiares seqüestrados. A pé, sem água ou comida, eles andam pela neve, deserto e vegetação tropical. Para nós espectadores, parece que eles são mais fortes do que qualquer super-herói, pois conseguem matar mamutes de 15 ou 20 toneladas apenas com lanças de madeira e lâminas de pedra, o que seria impossível, pois, segundo paleontólogos, a pele do animal tinha de 2 a 5 polegadas de espessura.
Outra grande gafe está na fisionomia dos personagens. Podemos perceber a perfeição das barbas, todas bem feitas. Além de cabelos cortados com máquinas e giletes.
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